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Mostrando postagens de fevereiro, 2018

Retrato do envelhecimento

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O processo de envelhecimento é algo complexo ao ser humano, pois remete a perdas, seja da mobilidade do corpo, aparência, novo lugar social e lembrança constante de que a morte se aproxima e a vida se mostra em declínio. Dia após dia, idosos cada vez mais falam sobre suas dores, morte de conhecidos, se mostram preocupados consigo mesmos ou com o julgamento de suas capacidades pelos outros. A senil idade amedronta, pois concretiza o que antes era algo muito pouco pensado e esperado. Todos buscam evitar a velhice ou o retrato dela. Rugas podem ser preenchidas, plásticas feitas, mas em algum momento o corpo mostra que está menos enérgico do que já foi um dia. Pensar na "terceira idade" é pensar numa vida marginalizada, viver num lugar sem esperanças, negativo, uma angústia sem fim decorrente do não reconhecimento de si. Se olha no espelho e se vê uma imagem impensada, a imagem conhecida de si foi perdida. Filhos tentem a cuidar dos pais assim como a sociedade em geral tende ...
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Comer até morrer? São notórios nos consultórios de psicanálise o maior número de pacientes mulheres que sofrem com transtornos alimentares, e todas com queixas relacionadas à relação materna, a qual tem um caráter de fusão, não havendo individualidade em cada uma. Pacientes com obesidade vivem o corpo como certa prisão, afinal, o peso excessivo lhe gera uma série de limitações em seu dia-a-dia, seria a relação materna também uma relação de prisão? Pensar sobre um corpo obeso é pensar sobre um corpo sem contornos nem limites, que a própria paciente não consegue estabelecer. A incapacidade em lidar com limites como um todo afeta a vida como um todo, no trabalho, social, familiar. Há uma dificuldade em se adaptar, testar os próprios limites, por isso são comuns relatos de pacientes que se submetendo a cirurgias bariátricas passam a ter alterações na personalidade como maior tendência a agressividade. O que acontece é que o modo de gozar em comer até morrer foi proibido, assim hou...

Precisamos falar sobre: Depressão pós-parto e baby blues

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A Depressão Pós-Parto é um quadro clínico severo e agudo, contudo bastante banalizado socialmente. Afinal, quem nunca ouviu falar de alguém que sofreu com esse mal ou um bebê cuja mãe sofreu? Infelizmente é um quadro comum, porém que requer acompanhamento psicológico e psiquiátrico, afinal devido à gravidade dos sintomas, há que se considerar o uso de medicação, além de ser importante que esta mãe precisa ser amparada e assistida.  Ser mãe e exercer a maternagem está longe de ser um mar de rosas e após o parto, a mulher se depara com um novo ser que chega ao mundo precisando de seus cuidados, até então ele habitava o corpo dela e ali estava seguro. É uma experiencia intensa dar a luz, afinal quem antes ocupava apenas o papel de filha agora é também mãe, remetendo a vivencias sobre a própria história de vida. intensidade da experiência vivida pela mulher. Esta experiência pode incidir sobre psiquismos mais ou menos estruturados. Mesmo mulheres com boa organização psí...