Precisamos falar sobre: Depressão pós-parto e baby blues


A Depressão Pós-Parto
é um quadro clínico severo e agudo, contudo bastante banalizado socialmente. Afinal, quem nunca ouviu falar de alguém que sofreu com esse mal ou um bebê cuja mãe sofreu?
Infelizmente é um quadro comum, porém que requer acompanhamento psicológico e psiquiátrico, afinal devido à gravidade dos sintomas, há que se considerar o uso de
medicação, além de ser importante que esta mãe precisa ser amparada e assistida. 
Ser mãe e exercer a maternagem está longe de ser um mar de rosas e após o parto, a mulher se depara com um novo ser que chega ao mundo precisando de seus cuidados, até então ele habitava o corpo dela e ali estava seguro.
É uma experiencia intensa dar a luz, afinal quem antes ocupava apenas o papel de filha agora é também mãe, remetendo a vivencias sobre a própria história de vida.
intensidade da experiência vivida pela mulher. Esta experiência pode incidir sobre psiquismos mais ou menos estruturados. Mesmo mulheres com boa organização psíquica podem se ver frente a situações de profunda dor durante a gravidez e período pós-parto, afinal é algo muito novo e único ocupar um papel de mãe, apesar de parecer, muitas vezes, tão banal.
São fatores de risco mulheres com sintomas depressivos durante ou antes da gestação, com histórico de transtornos afetivos, mulheres que sofrem de TPM, que passaram por problemas de infertilidade, que sofreram dificuldades na gestação, submetidas à cesariana, primigestas, vítimas de carência social, mães solteiras, mulheres que vivenciaram mortes recentes, vitimas de abortos anteriores, cujo bebê apresenta deficiências, que vivem em desarmonia conjugal, que se casaram em decorrência da gravidez...
Muitos podem não crer, mas ser mãe é muito mais do que gerar um filho, dar um nome, pagar contas. Ser mãe é viver uma gestação, exercer um papel fundamental na vida de um pequeno ser tão dependente, educar, amar... Então é preciso ajuda, apoio familiar e muitas vezes profissional. São babás, doulas, consultoras de amamentação, psicólogos e uma série de especialistas focados em gerar uma rede de apoio a essa mulher, então podemos pensar que há que se mobilizar o ambiente para atender o bebê e não o contrário.  
Mães precisam de outras mães, das próprias mães, das avós e uma rede de mulheres que lhe falem, aconselhem, ajudem, afinal ninguém consegue entender e ajudar  a entender de maternidade mais do que outra mãe, infelizmente não há manuais. Grupos de apoios a esse público, proporcionando diálogos e trocas são sempre uma experiencia muito rica. 
Há uma série de grupos de mães virtuais, por meio de blogs e instagrams maternos que crescem na rede, pois realmente precisamos encarar a maternidade como algo muito além de um mar de rosas. 

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