Entre o luto e o narcisismo

Todos os dias os jornais e mídias sociais nos bombardeiam de notícias trágicas: Incêndio em museu, acidentes de carro com vítimas, atentados terroristas em baladas e transportes públicos, mortes em procedimentos estéticos, entre tantos outros acontecimentos de dor e sofrimento.
Eventos como esse são sempre um prato cheio para jornais, revistas e redes sociais, muitos discutem sobre segurança e rumos que a contemporaneidade vem tomando. Questionamentos sobre estética, segurança e milhares de profissionais como o Dr. Bumbum deixam a população eufórica e aparentemente preocupada com o rumo que as coisas vem tomando. Mas será tanta preocupação genuína?
Em tempos de fake news vale tudo pelo ibope, inclusive mentir, aumentar e distorcer. As pessoas não têm segurança sobre a veracidade das noticias, questionam se Bolsonaro levou de fato uma facada ou não. Outros mostram compaixão, falam em humanidade, se mostram bonzinhos, que amam ao próximo acima de tudo, escrevem sobre compaixão.
Algumas tragédias como a do time Chapecoense mexeram com milhares de pessoas, dizendo estar orando pelas famílias, postando mensagens de solidariedade, mas o que vale a pena questionar é essa exposição da sensibilidade e luto. Audiência?Sim, isso gera curtidas, compartilhamentos...
Queremos parecer antenados, fortes, cultos e bem-humorados para o nosso feed, todos no fundo queremos ser blogueiros e ganhar dinheiro com isso, imagina?  
A reflexão é sobre o quão narcísicas são essas postagens, chorar pela tragédia alheia e não ter contato com a nossa própria miséria.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Winnicott sempre

Alcoolismo dos pais e o sofrimento dos filhos